Forgotten.
Alguns anos após abandonarem Bella na floresta, os Cullen finalmente decidem voltar para Forks, a fim de retomar a vida antiga. Alguns dias depois de chegar lá, eles veem Isabella e a reconhecem, ela estava diferente, se vestia diferente, andava diferente...Chamaram sua atenção e foi ai que um fato um tanto quanto ... estranho ocorreu. Enquanto eles alternavam suas frases entre “Bella, você está bem” e “Nós sentimos sua falta, desculpe-nos” Bella os interrompeu e disse que não os reconheceu. Aliais, ela disse não ter nem conhecido. E então, tomados pela curiosidade, os Cullen decidem descobrir oque aconteceu com a amada Isabella deles e se veem cada vez mais envoltos nesse mistério, aonde mal sabem eles que estão correndo atrás de uma coisa mas, podem acabar descobrindo outra, totalmente diferente ... E então, oque aconteceu com Isabella, afinal!?
Prólogo...
(...)
Eu sabia que apenas eles poderiam me ajudar, ao passar dos anos, minha confiança para com eles apenas aumentava, e eles terem me contado seu maior segredo apenas confirmou minhas suspeitas. Aquele era meu lar, minha nova “família”, era lá que eu queria estar... sempre. Dei duas batidas na porta e foram suficientes para que alguém me atendesse, era uma garota morena, ela me olhou de baixo a cima e assim que chegou ao meu rosto, sorriu para mim. Retribui o sorriso e logo depois nos abraçamos, convidou-me a entrar, eu o fiz, e então o vi.
Sentado no sofá, ele tomava um copo de Whisky, enquanto fitava o nada.
Os cabelos desarrumados, a postura superior de sempre, a blusa social com os três primeiros botões soltos e a calça Jeans... ele estava exatamente como me lembrava na noite anterior.
- Pensou no que eu te disse? Na minha proposta? – perguntou sem se virar para mim, ainda fitando o nada.
- Sim. – minha resposta fora definitiva.
Ele pareceu entender que aquilo era a resposta para a proposta e não para a pergunta anterior.
E então, uma onda de nervosismo, raiva e ansiedade me assolou, seguido do temor e da leve felicidade quando ele acenara para mim, com a cabeça, em direção ao seu quarto.
Segui-o até lá, o único pensamento que transbordava pela minha cabeça era que logo, seria como se nada tivesse acontecido, como se eu ainda fosse feliz e tivesse um objetivo para viver que não fosse apenas meu ódio e rancor por eles...
Capítulo 1 – Sarcarsmo, solidão e ironia.
Isabella.
Se alguém me dissesse, há alguns dias atrás, que eu me apaixonaria por um vampiro, quase morreria nas mãos de outros dois e então, seria largada numa floresta escura por ele, juro que eu riria da cara dessa pessoa.
Hoje em dia, eu abraçaria e pediria colo.
Sentada no meu quarto eu chorava tudo oque eu tinha para chorar e mais. Mas não era um choro comúm, era um choro entalado na garganta e que eu não queria desentalar, era algo sufocante e apenas se sabia que eu estava chorando por causa das lágrimas que finamente desciam por debaixo dos meus olhos e deixavam o rosto molhado e inchado. Eu sabia que estava catatônica e definitivamente não precisava de um espelho ou alguém para me dizer isso.
Bastava apenas eu tentar suspirar e tossir a cada tentativa ou apenas olhar minhas mãos que de tão brancas que estavam, davam pra ver cada pequena veia que a atravessava.
Sentei-me na cama, segurando os joelhos e mordi o lábio inferior. Outo que sofrera e deveria estar mais perfurado por meus dentes do que qualquer outra coisa.
- Bella? - charlie estava me chamando - estou indo, se precisar de algo, ligue.
- Ok! - gritei com o pouco de voz que eu ainda tinha.
Eram seis e quinze da manhã eu teria que estar na escola em exatos vinte minutos.
Levantei e fui até o banheiro, despi-me e entrei no chuveiro, lavei o cabelo, tomei banho, desliguei o chuveiro.
Enrolei-me na toalha e fui para a pia. Apoiei-me nela e inevitavelmente olhei-me no espelho.
Decidi que não ficaria mais assim.
Por mais que, por dentro, eu estivesse em cacos, por fora, ninguém deveria saber, eu me sentia fraca e exposta. Hora de acabar com isso.
Penteei os cabelos. Escovei os dentes e enrolada na toalha fui até o quarto.
Não que eu fosse pasaar horas na frente do armário, mas eu queria dar a volta por cima. Ao menos por fora, mesmo que seja só superficialmente.
Coloquei uma das blusas que Alice havia me comprado, uma calça jeans e meu all star.
Saí de casa rapidamente.
Entrei na picape e fui para a FHS rapidamente.
O caminho foi silencioso, una vez que eu estava sem rádio pois Emmett ia instalar, chegou a tirar o meu mas não terminou o trabalho.
Estacionei meu carro e adentrei a escola.
Fui olhada por todos e eu não entendia ao certo o por que. Já estava me acostumando com o 'falso anonimato', sim, por que eu sabia que por mais que ignorassem a minha existência, pelas costas, eu sabia qye falavam de mim. Mas ignorava...
Eu andava tranquila pelos corredores, os fones no máximo.
Até que trombei com alguém. Meus livros caíram sobre o corredor e educadamente me ajudaram a pegá-los.
Levantei os olhos para ver quem era. Me arrependi.
A primeira coisa que vi, fora um par de olhos azuis, em seguida, cabelos pretos desarrumados seguidos de um sorriso de canto.
- Desculpa. - murmurei, por mais que a culpa não fosse minha.
- Minha culpa. Eu não estava prestando atenção. - explicou.
Assenti.
- Sou Isabella. Você è?
- Damon.
- Prazer Damon. - sorri. - preciso ir, foi bom lhe conhecer.
Arrumei-me e continuei a andar pelo extenso salão, mas ainda sentia aquele par de olhos azuis nas minhas costas.
(...)
As aulas passaram rápido e, de um jeito totalmente ... estranho, eu me sentia ... confortável em estar em público, pela primeira vez.
Adentrei a sala de filosofia de cabeça erguida e sentei-me aonde costumava sentar-me.
Alguns segundos depois, puxaram a cadeira.
- posso? - eu reconheci aquela voz.
- sim - sorri.
Damon puxou a cadeira e sentou-se ao meu lado.
Ele se virou para mim, porém, quando ia falar algo, o professor entrou na sala.
- Então, classe, farão um trabalho em dupla agora. Quero que escrevam a primeira coisa que lhe vier a cabeça ao olhar para a pessoa sentada ao seu lado.
Olhei Damon, estranhamente, "sarcarsmo, solidão e ironia" me vieram a cabeça. Eu escrevi, mas pretendia apagar.
- acharia um insulto se eu escrevesse isso? - ele perguntou, mostrando seu papel que continha exatamente as mesmas palavras que o meu.
- acharia estranho se as mesmas palavras estivessem no meu? - ri.
Ele negou. Nós dois rimos, e depois de tanto tempo, não tinha sido um riso forçado, eu me sentia bem e aquele poderia ser um bom começo pra mim, uma nova ... vida quem sabe? Eu realmente acreditava que poderia viver bem novamente, se eu iria? Sinceramente não sei e não queria saber. Cansei de prever e temer o futuro como Alice fazia. Era hora de viver.
Capítulo 2 - Happiness
Isabella
Alguns dias se passaram desde o episódio com Damon. Eu e ele nos aproximamos mais e eu acabei conhecendo seu irmão (Stefan) e sua cunhada (Elena). Eu e Lena nos demos bem de cara, ainda assim eu sentia como se eles estivessem escondendo algo de mim, mas oque?
Eu sempre ignorava quando essa pergunta vinha a minha cabeça e estava fazendo exatamente isso quando Elena apareceu do nada ao meu lado.
- Venha pra casa, hoje de noite. Precisa se distrair Bella. - ela sorriu.
- Ok - suspirei dando-me por vencida.
Sim, Elena sabia de tudo. Ela, Stefan e Damon. Lógico que eu não havia contado a parte dos vampiros mas, não era por que eu não confiava neles e sim por que eu queria esquecer.
Lena saiu de perto e eu fui para a próxima aula. Biologia.
Durante esse tempo todo, ninguém sentara comigo. Em parte por que sabiam que costumava ser o lugar de Edward e não queriam se socializar com a 'depressiva' e em outra por que Damon não tinha aula de biologia comigo.
Adentrei a sala com um suspiro nostálgico.
Sentei-me no meu lugar e comecei a observar o nada, a classe foi enchendo aos poucos, o professor entrou, a aula começou até baterem na porta e eu me surpreender.
- Eu me atrasei... meu cachorro comeu meu ... - Damon parou a frase no meio e sorriu sarcástico.
- Sente-se Sr. Salvatore - o professor revirou os olhos.
Damon se sentou ao meu lado.
- Como? - perguntei.
- Eu tenho meus truques - Damon piscou para mim.
Revirei os olhos e voltei a prestar atenção na aula.
(...)
- Sabe, seria legal se fosse conosco ao baile, Bella. – Elena me dizia, enquanto estávamos indo para o intervalo.
Como Elena, sendo ela mesma, fizera o favor de tentar se enturmar comigo assim que descobriu que eu e Damon tínhamos nos ‘socializado’, fizera o favor de descobrir meus horários. E, foi assim que a morena descobriu que Segunda feira eu tinha aula de geografia, classe que ficava ao lado da de história, a classe dela. Então, ela deu um jeito de conseguir que eu a esperasse e agora, nós íamos para o intervalo juntas.
Eu não reclamava, gostava de Elena e estava sendo bom ter amigos. Eu sentia falta do ‘calor humano’ e do contato com outras pessoas que não fossem vampiros. Não, Mike, Jéssica & cia não contam. Eu quero dizer o verdadeiro contato! Alguém pra quem eu possa contar todos os meus segredos sem um pingo de culpa, que me entenda quando ninguém o faz. Pode parecer coisa de gente sentimentalista, mas, eu queria isso. Alguém pra ficar do meu lado.
Entretanto, por mais que uma certa parte do meu cérebro quisesse isso, tinha outra, tão grande quanto essa, que apenas deixava-me sentir o ódio. Ódio pelos Cullen e por tudo oque eles haviam me feito. Não só o fato de Edward ter me largado na floresta mas, as consequências que esse ato acarretou. Isso não chegou aos ouvidos de ninguém em Forks mas, além de eu parecer um zumbi, eu cheguei a tentar me matar diversas vezes, fosse me jogando de um penhasco, andando de moto, me cortando ou ficando sem comer ou dormir. Eu havia tentado. E olhando para trás, agora, me arrependo profundamente. Não deveria ter gasto todo esse tempo pensando em pessoas que só me fizeram mal. Ok, ok tivemos bons momentos. Mas foram poucos, eu passava todo o tempo pensando no quanto Edward não me merecia e ele em como me protegeria do mundo e de todos, não de um jeito romântico. Chegava a ser irritante o modo como eu era posta em uma prateleira e tratada como bonequinha de cristal.
- Ah! Claro, Elena. Por que tudo oque eu mais quero é segurar vela. – revirei os olhos, rindo.
- Besta. – ela retrucou.- Eu e Stefan não vamos como casal, juro. E ainda tem Damon!
- Não sei Lena, vou pensar, juro. Agora vamos que eu estou com fome.
Ela assentiu e andamos rumo ao refeitório.
